“Insidious: Capítulo 2” em análise

Depois de Insidious (2010/1), o mundo do horror ganhou uma nova linha de ideias. O realizador James Wan, famosíssimo pelo seu contributo na história do terror pelo mundo inteiro, através de Saw (2004), desenha-nos uma nova imagem do que o terror psicológico pode ser – sem envolver cenas demasiado sangrentas e enjoativas ao ponto de um cinéfilo querer parar de ver um filme.

Contudo, e para mal dos pecados dos fãs de filmes de terror, sequelas dentro deste género implicam, normalmente, um único objetivo claro e específico: lucro. Enquanto Insidious nos trouxe um pouco da loucura de James Wan, uma nova ideia do que o psicológico pode representar na interpretação do sobrenatural, este segundo capítulo trouxe-nos apenas dissabores, risadas e, como ponto positivo para escapar à regra, uma caracterização incrível dos personagens que já havíamos visto no título anterior.

Patrick Wilson continua incrível dentro do seu personagem, Josh Lambert. Posso até dizer que preferi a sua encarnação neste segundo capítulo até porque lhe é dada uma relevância completamente diferente do anterior.

O Insidious de 2010/1 inside, maioritariamente, na compreensão do fenómeno que assola a família Lambert, inserindo-nos, mais para o final, num mundo de horrores e pesadelos que separa a vida da morte. Citando um dos personagens “um sítio onde só os mortos vivem e os vivos não querem passar”.

Bonecas com maquilhagem borrada e olhos com sede de morte, demónios sorridentes, diabos rasgando peles humanas, sons que causam arrepios, todos os pesadelos imagináveis foram inseridos numa das melhores cenas do cinema de horror o que, inevitavelmente, faria esperar o mesmo impacto num segundo capítulo.

Entre sustos baratos (mais causados pelos barulhos do público que pelo próprio filme), cenas non-sense, uma banda sonora demasiado forçada para nos obrigar a sentir que ali, exatamente naquele momento, é suposto sentirmo-nos assustados e um homem que se veste de noiva, venha o Diabo e escolha o pior.

Ainda assim… a caracterização de Patrick Wilson está soberba, tendo em conta a linha histórica do seu personagem, e sobressai entre uma Rose Byrne histérica e apagada, em relação ao primeiro filme.

É impossível ficar indiferente a Lin Shaye (a doce e destemida Elise Rainier). Se, antes, nos rimos da sua figura esquisita inserida numa máscara cujos tubos a faziam parecer uma mutante, desta vez temos a oportunidade de ver a atriz no seu próprio figurino, a tempo inteiro, tendo um papel ativo na trama chegando mesmo a afeiçoar-mo-nos a ela.

Em suma: os fãs do primeiro capítulo irão notar a diferença neste novo filme, acabando com a ideia de que foi realizado para fazer apenas mais uns trocos. É caso para perguntar: aguentam um terceiro filme?

Rating/NOTA: ★★★★☆☆☆☆☆☆

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